Resumo
da palestra proferida pelo Pr. Randy Patten – formado pela Cedarville College (1971)
e Grace Theological Seminary (1975). Em 1974 tornou-se pastor da pequena Igreja
Batista Westridge em Fot Wayne. Indiana.
Randy é o Diretor Executivo da NANC (National Association of Nouthetic
Counselors) da qual faz parte desde 1986.
Randy
defende a tese de que os melhores conselheiros são os que são bons aconselhados.
Portanto, baseado no texto de Efésios 4.11-16 ele nos traz algumas
características do líder espiritual por isso Deus chama homens capacitados (vs.
11) cujo principal propósito é aperfeiçoar os santos (vs. 12), para que tenham
o padrão de Cristo (v. 13). Esses líderes não podem ter instabilidade teológica
(vs. 14), buscando sempre falar a verdade em amor (vs. 14). Qual é o resultado
disto, deste conjunto de fatores? Crescimento do corpo (vs. 16).
Como
o crescimento espiritual ocorre?
Ele
começa pelo despojar/revestir através da mudança na maneira que pensamos (Ef
4.22-24). Para isso Deus usa as provações para trabalhar em nossas vidas (Tg
1.2-4,12), e assim devemos nos apoderar daquilo que aprendemos através das
provações para ajudar outros a crescerem (2 Co 1.3,4).
Alguns
perguntam, e quanto aos problemas, divergências de ponto de vista típicas no
ministério pastoral?
Precisamos
entender que eles são aguardados, e nos proporcionam a oportunidade de ensinar
e modelar. Eles nos dão a oportunidade para vermos quem irá concordar com Deus
e de aprendermos com as circunstâncias.
Como
promover um crescimento que glorifica a Deus? Para isso, Patten pega como base
o ministério do próprio Senhor Jesus que falava de formas diferentes a três
grupos de pessoas:
a) Os
que ele chama de multidão (Mc 5.1/Lc 19.48). Esse era o grupo de pessoas a quem
Jesus falava por meio de parábolas, mas que nem todos entendiam o que ele
falava. Para Patten, esse grupo hoje seria o correspondente aos frequentadores
do Culto Público. Como poderíamos trabalhar com este público? Esse público é
principalmente atingido pela pregação pública das Escrituras, portanto, a
melhor de atingi-lo é nos esmerando na pregação da palavra de Deus.
b) Os
que ele chama de os doze, ou seja, os doze discípulos (Mc 4.33,34). Para esse grupo
Jesus explicava mais detalhadamente suas parábola, tirando-lhes dúvida e esclarecendo
princípios que eles não haviam entendido. Poderíamos chamar, na Igreja
Presbiteriana , esse grupo de o conselho da igreja e sua junta diaconal, ou seja
a liderança mais próxima dos pastores. Portanto, com estes grupos os pastores
deveriam ter mais proximidade e mais encontros de estudos e orações.
c) Os
que ele chama de os três (Mc 5.21, Mt 26), referindo-se a Pedro, Tiago e João
que era o grupo dentro do pequeno grupo com quem Jesus tinha um contato mais
íntimo, mais individual. Talvez esse grupo, hoje, tenha a ver com as pessoas a
quem o pastor aconselha individualmente ou pede aconselhamento, ou até mesmo
faça as duas coisas.
Dentro do desenvolvimento da maturidade espiritual
das pessoas precisamos aprender como Cristo lidou com as falhas, e o exemplo de
Pedro é o mais emblemático, registrado em Lucas 22.31-34, 61-62 e João 21. Como
Jesus lidou com a imaturidade de Pedro? Ele o alertou da sua possível queda, quantas vezes nós conselheiros
também vemos que nossas ovelhas estão andando por caminhos tortuosos e não as
alertamos? Quando pastores percebem que suas ovelhas estão fazendo escolhas e
tendo atitudes que desagradam a Deus, devem alertá-las de destino previsível. Mas
Jesus lhe deu esperança, deixando
claro que rogaria por ele, mas depois de sua falha Jesus o confronta com um olhar, deixando claro a sua reprovação para com a atitude
de Pedro. Por fim, Jesus o desafia a servir
novamente.
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