
Se quando se fala de simplista refere-se à sofisticação da Psicologia ou da Psiquiatria, com seus termos e métodos complexos, então, sim, ele é mais simples. Mas isso não significa que ele é simplista. Uma linguagem simples não significa, necessariamente, um pensamento simples, e da mesma forma uma linguagem complexa não indica profundidade de pensamento. O aconselhamento biblico, na sua essência, é simples porque procura respostas para os problemas do pecado nas Escrituras, tendo em vista que em nenhum outro lugar há remédio, para uma cura tão urgentemente necessária. Mas isso não significa que o conselheiro bíblico encara as dificuldades da vida como sendo pequenas, elas de fato são enormes – mas não são impossíveis de se entender e capazes de impulsionar o crescimento. A Palavra de Deus possui as verdades simples e ao mesmo tempo profundas que transformam as pessoas em verdadeiras imagens de Jesus Cristo. Aqueles que assim entendem e crêem na suficiência das Escrituras, terão este fundamento como padrão. Pedro nos diz: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo (por intermédio das Escrituras) daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” 2 Pe 1.3. O aconselhamento bíblico fornece a única base segura e superior para ajudar pessoas, e por isso, não pode ser chamado de simplista. Chamar o aconselhamento bíblico de simplista é dizer que o próprio Deus tem um caráter simplista. Muito pelo contrário, o conselheiro bíblico é aquele que vai até as profundezas da alma de uma pessoa – em todos os sentidos. Somente o homem que possui as ferramentas de Deus (Sua Palavra e Espírito), pode ir até as profundezas do coração humano. O fato de o Conselheiro Bíblico estar mais comprometido com Deus e com as Escrituras, mais do que com o aconselhado já é uma base segura para a resolução de problemas.
Pr. Carlos