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sábado, 4 de agosto de 2012

DESENVOLVENDO MATURIDADE ESPIRITUAL EM OUTRAS PESSOAS

Resumo da palestra proferida pelo  Pr. Randy Patten – formado pela Cedarville College (1971) e Grace Theological Seminary (1975). Em  1974 tornou-se pastor da pequena Igreja Batista Westridge em Fot Wayne. Indiana.  Randy é o Diretor Executivo da NANC (National Association of Nouthetic Counselors) da qual faz parte desde 1986.

Randy defende a tese de que os melhores conselheiros são os que são bons aconselhados. Portanto, baseado no texto de Efésios 4.11-16 ele nos traz algumas características do líder espiritual por isso Deus chama homens capacitados (vs. 11) cujo principal propósito é aperfeiçoar os santos (vs. 12), para que tenham o padrão de Cristo (v. 13). Esses líderes não podem ter instabilidade teológica (vs. 14), buscando sempre falar a verdade em amor (vs. 14). Qual é o resultado disto, deste conjunto de fatores? Crescimento do corpo (vs. 16).
Como o crescimento espiritual ocorre?

Ele começa pelo despojar/revestir através da mudança na maneira que pensamos (Ef 4.22-24). Para isso Deus usa as provações para trabalhar em nossas vidas (Tg 1.2-4,12), e assim devemos nos apoderar daquilo que aprendemos através das provações para ajudar outros a crescerem (2 Co 1.3,4).
Alguns perguntam, e quanto aos problemas, divergências de ponto de vista típicas no ministério pastoral?

Precisamos entender que eles são aguardados, e nos proporcionam a oportunidade de ensinar e modelar. Eles nos dão a oportunidade para vermos quem irá concordar com Deus e de aprendermos com as circunstâncias.
Como promover um crescimento que glorifica a Deus? Para isso, Patten pega como base o ministério do próprio Senhor Jesus que falava de formas diferentes a três grupos de pessoas:

a)      Os que ele chama de multidão (Mc 5.1/Lc 19.48). Esse era o grupo de pessoas a quem Jesus falava por meio de parábolas, mas que nem todos entendiam o que ele falava. Para Patten, esse grupo hoje seria o correspondente aos frequentadores do Culto Público. Como poderíamos trabalhar com este público? Esse público é principalmente atingido pela pregação pública das Escrituras, portanto, a melhor de atingi-lo é nos esmerando na pregação da palavra de Deus.

b)      Os que ele chama de os doze, ou seja, os doze discípulos (Mc 4.33,34). Para esse grupo Jesus explicava mais detalhadamente suas parábola, tirando-lhes dúvida e esclarecendo princípios que eles não haviam entendido. Poderíamos chamar, na Igreja Presbiteriana , esse grupo de o conselho da igreja e sua junta diaconal, ou seja a liderança mais próxima dos pastores. Portanto, com estes grupos os pastores deveriam ter mais proximidade e mais encontros de estudos e orações.

c)      Os que ele chama de os três (Mc 5.21, Mt 26), referindo-se a Pedro, Tiago e João que era o grupo dentro do pequeno grupo com quem Jesus tinha um contato mais íntimo, mais individual. Talvez esse grupo, hoje, tenha a ver com as pessoas a quem o pastor aconselha individualmente ou pede aconselhamento, ou até mesmo faça as duas coisas.

Dentro do desenvolvimento da maturidade espiritual das pessoas precisamos aprender como Cristo lidou com as falhas, e o exemplo de Pedro é o mais emblemático, registrado em Lucas 22.31-34, 61-62 e João 21. Como Jesus lidou com a imaturidade de Pedro? Ele o alertou da sua possível queda, quantas vezes nós conselheiros também vemos que nossas ovelhas estão andando por caminhos tortuosos e não as alertamos? Quando pastores percebem que suas ovelhas estão fazendo escolhas e tendo atitudes que desagradam a Deus, devem alertá-las de destino previsível. Mas Jesus lhe deu esperança, deixando claro que rogaria por ele, mas depois de sua falha Jesus o confronta com um olhar, deixando claro a sua reprovação para com a atitude de Pedro. Por fim, Jesus o desafia a servir novamente.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ACONSELHANDO EM CASOS DE ABUSOS

Resumo da palestra proferida pelo Pr. Bill More na conferência da ABCB em 01/08/12

O que é abuso?

É o tratamento impróprio dirigido à outra pessoa quando se utiliza poderes naturais, privilégios ou vantagens. O abuso pode ser físico, sexual ou emocional. Ele se dá principalmente contra crianças ou contra o cônjuge.
No que se refere ao abuso infantil é preciso ficar claro que há uma diferença entre abuso e disciplina legítima, pois, hoje em dia, as duas coisas tem sido confundidas. Para que um  pai saiba que não está cometendo abuso físico ele precisa ficar atento a algumas recomendações bíblicas: 1) A bíblia autoriza a correção com castigo físico (chamada de vara), como parte da educação de filhos (Pv 22.15; 13.24; 23.13-14; 29.15). 2) A Bíblia não autoriza a vingança pessoal, portanto, os pais nunca devem bater nos filhos porque querem se vingar de algo que fizeram, a proposta da vara é educativa, não punitiva (Rm 12.19). 3) A disciplina deve ser feita em amor. 4) A disciplina jamais deve ser aplicada quando os pais estão irados.
E com relação ao cônjuge? A Bíblia não autoriza o uso do castigo físico para correção do cônjuge, e se isso acontecer não há nenhuma problema em o cônjuge denunciara o abuso físico às autoridades constituídas.

Como aconselhar aquele que foi abusado?

É necessário ter certeza de que a pessoa está falando a verdade, pois algumas pessoas usam de falsas acusações para se vingarem, criando até mesmo falsas memórias. Alguns sentimentos como falsa culpas (a vítimas se considera culpada por ter sido abusada), medo, visão errada de submissão e confusão mental são comuns a pessoas que foram ou estão sendo abusadas. Para isso é necessário nas primeiras sessões de aconselhamento uma extensivo coleta de dados. Depois de ser estabelecido um diagnóstico mais preciso o conselheiro deve tomar os seguintes passos:

Em primeiro lugar, ajude a vítima do abuso a lidar biblicamente como o que aconteceu com ela.  Ela precisa encarar honestamente os seus próprios pecados (algumas vítimas de abuso tendem a justificar seus pecados com base no que aconteceu a ela), e também encarar honestamente o pecado do outro contra ela. Em segundo lugar, dê esperança mostrando que a vítima do abuso pode superar o que aconteceu pela graça de Deus. Para isso é necessário apresentar uma perspectiva bíblica do sofrimento e que Deus é soberano no sofrimento. Deus permite o sofrimento para nos trazer libertação de outros, para construir nosso caráter, para nos equipar a confortar outros, para mostrar a obra Dele, para nos ajuda a valorizar a esperança que temos em Cristo. Em terceiro lugar, é preciso que a vítima perdoe o seu agressor. Sim ela deve buscar perdoar, mas isso não significa que ela não possa denunciá-lo às autoridades, mas sim que ela não guardará mais amargura, ódio e desejos de vingança em seu coração. Em quarto lugar, ajude a vítima de abuso a vencer pecados comuns a pessoas que passaram por essa experiência. Em geral, vítima de abuso tendem a cair em alguns pecados como raiva, reprodução do mesmo pecado (ela se torna um abusador), amargura, ira contra Deus, medo, ansiedade, autopiedade, justiça própria. Alguns ídolos também se alojam no coração de vítimas de abuso como desejo de segurança, controle, temor dos homens, auto-indulgência.


ACONSELHAMENTO PRÉ-CONJUGAL

Palestra proferida pelo pastor Brant Aucoin. Congresso da ABCB em 02/08/2012.


Porque devemos fazer o aconselhamento pré-conjugal?

1 - O casal precisa ser biblicamente orientado sobre o casamento.
2  - Ajuda o casal a focalizar no casamento e não na cerimônia.
3 - Alguns problemas precisam ser resolvidos antes do casamento e não depois.
4 - As visões erradas a respeito do casamento precisam ser expostas.
5 - Ele é preventivo e pode evitar alguns problemas que poderiam ocorrer após o casamento.

Elementos do Aconselhamento pré-nupcial.

1 - São necessárias de 08 a 10 sessões.
2 - Leituras adicionais.
3 - Habilidades para resolver biblicamente os problemas são desenvolvidas.

O que precisa ser analisado ao se casar com alguém?

1 - Se a pessoa tem características de um salvo em Cristo Jesus (casamentos entre crentes e não crentes não é permitido nas escrituras).
2 - Se a pessoa está amadurecendo espiritualmente.
3 - Se a pessoa tem a habilidade ou interesse em resolver biblicamente seus problemas.

Curriculo de um aconselhamento Pré-Conjugal:

1 - Questões básicas do casamento.
- Criação do casamento.
- Propósito do casamento.
- Deixar pai e mãe/ unir à esposa.
2 - O papel do marido.
3- O papel da esposa.
4 - Comunicação.
5 - Perdão.
6 - Educação de filhos.
7 - Santificação progressiva.
8 - Finanças.
9 - Sexualidade.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PALESTRA IV - A DOR DA PORNOGRAFIA

Palestra proferida pelo Pr. Bill Moore - formado em lingüística e comunicação transcultural pela Missão Novas Tribos. Bacharel em Estudos Bíblicos. Mestre em Aconselhamento, em Ministério e em Divindade pelo Luther Rice Seminary. Doutor em Ministério pelo Luthor Rice Seminary. Certificado pela NANC (National Association of Nouthetic Counselors) e da BFC (Biblical Counselingo Foundation).

Ao aconselharmos uma pessoa envolvida com a pornografia precisamos estar cientes de que há três problemas chaves com relação a isto: idolatria, mentira e narcisismo. Alguns passos precisam ser dados para ajudar a pessoa escravizada pela pornografia,e a primeira delas é um entendimento bíblico do sexo.

1 - O sexo é para ser uma benção.

Deus criou o sexo como sendo bom. Para que serve o sexo?
- Para expressar a unidade do pacto matrimonial (Gn 2.24, 4.1).
- Para gerar filhos (Gn 1.27-18, Sl 127).
- Para o mútuo prazer do marido e da esposa (Pv 5.18, Dt 24.5; Hb 13.4; Ct 1-2, 13-16; 7.1-10).

Deus projetou tanto o homem como a mulher para que dirijam todas as suas energias sexuais para o cônjuge (Mt 5.27-28). No entanto, muitos homens que se envolvem com a pornografia tentam se desculpar estreitando o conceito de adultério. Sim, ver pornografia é adultério, pois Jesus deixou claro que o padrão de Deus começa com a pureza do coração (mente), sendo assim, como um dos alvos da pornografia é a masturbação, esse fato por si só viola o desígnio de Deus para o sexo, pois o sexo foi criado para ser experimentado em um relacionamento conjugal onde o alvo é promover prazer para o outro.

2 - A imoralidade sexual é muito destrutiva.

A pornografia afeta o relacionamento com Deus, pois trata-se, primeiramente, de um pecado contra Deus. (Sl 51.4, 1 Co 6.15-20). Portanto, como todo outro pecado, ela nos separa de Deus. Mas a pornografia também afeta o relacionamento com o cônjuge pois quando um dos cônjuges tem contato com ela, acaba violando o pacto do casamento, pois rouba do cônjuge o que é direito dele; ter a sua sexualidade voltada para ele, e apenas para ele. A pornografia afeta a influencia daquele que a acessa. Temos um claro exemplo bíblico, o exemplo de Davi ( 2Sm 13 16-20; 1 Rs 11) que começou o seu pecado ao olhar para a  mulher desejada. Um homem que se envolve com pornografia fica moralmente incapaz de liderar a sua família. E por fim, a pornografia afeta o próprio usuário dela, pois atrai mais pecados (Tg 1.14-15), podendo levar a doenças e até mesmo  à morte (Pv 6.25-35; 5.21-23).

3 - Como aconselhar alguém que luta contra a pornografia.

O conselheiro deve levar o aconselhado a fazer um pacto de ficar o mais longe possível da tentação (Pv 5.8). Ele deve, literalmente, fugir daquilo que o tenta. É preciso também evitar racionalizar o pecado (que mal há, não estou prejudicando ninguém). Olhares lascivos também devem ser evitados (quando o olhar leva a pessoa a ter pensamentos sexuais). Mas o conselheiro deve ser firme e levar ao aconselhado a tomar atitudes drásticas  como cortar tudo o que o leva a pecar (TV a Cabo, internet, revistas e vídeos), é o que chamamos de princípio da amputação (Mt 18). Uma relação de prestação de contas também é fundamental para ajudar a pessoa a vencer a pornografia.
O conselheiro deve propor tarefas práticas que ajudem seu aconselhado a se aproximar de Deus (oração, leitura da Palavra, servir em um ministério na igreja).

4 - E quanto ao cônjuge? 

Pessoas que descobrem que seu cônjuge acessa pornografia tendem a perder a confiança, por isso a parte que está envolvida na pornografia deve ser honesta e prestar contas ao cônjuge também. O conselheiro deve, então, ajudar ao cônjuge traído a entender que o problema da lascívia não é devido à sua inadequação sexual. E a parte traída deve encontrar esperança em Deus (Jr 17.5-8). O marido precisa mostrar um arrependimento sincero e a esposa deve perdoá-lo. Mas nunca podemos nos esquecer que Deus oferece esperança e perdão (1 Co 6.9-11; Sl 51, 32).