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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PALESTRA IV - A DOR DA PORNOGRAFIA

Palestra proferida pelo Pr. Bill Moore - formado em lingüística e comunicação transcultural pela Missão Novas Tribos. Bacharel em Estudos Bíblicos. Mestre em Aconselhamento, em Ministério e em Divindade pelo Luther Rice Seminary. Doutor em Ministério pelo Luthor Rice Seminary. Certificado pela NANC (National Association of Nouthetic Counselors) e da BFC (Biblical Counselingo Foundation).

Ao aconselharmos uma pessoa envolvida com a pornografia precisamos estar cientes de que há três problemas chaves com relação a isto: idolatria, mentira e narcisismo. Alguns passos precisam ser dados para ajudar a pessoa escravizada pela pornografia,e a primeira delas é um entendimento bíblico do sexo.

1 - O sexo é para ser uma benção.

Deus criou o sexo como sendo bom. Para que serve o sexo?
- Para expressar a unidade do pacto matrimonial (Gn 2.24, 4.1).
- Para gerar filhos (Gn 1.27-18, Sl 127).
- Para o mútuo prazer do marido e da esposa (Pv 5.18, Dt 24.5; Hb 13.4; Ct 1-2, 13-16; 7.1-10).

Deus projetou tanto o homem como a mulher para que dirijam todas as suas energias sexuais para o cônjuge (Mt 5.27-28). No entanto, muitos homens que se envolvem com a pornografia tentam se desculpar estreitando o conceito de adultério. Sim, ver pornografia é adultério, pois Jesus deixou claro que o padrão de Deus começa com a pureza do coração (mente), sendo assim, como um dos alvos da pornografia é a masturbação, esse fato por si só viola o desígnio de Deus para o sexo, pois o sexo foi criado para ser experimentado em um relacionamento conjugal onde o alvo é promover prazer para o outro.

2 - A imoralidade sexual é muito destrutiva.

A pornografia afeta o relacionamento com Deus, pois trata-se, primeiramente, de um pecado contra Deus. (Sl 51.4, 1 Co 6.15-20). Portanto, como todo outro pecado, ela nos separa de Deus. Mas a pornografia também afeta o relacionamento com o cônjuge pois quando um dos cônjuges tem contato com ela, acaba violando o pacto do casamento, pois rouba do cônjuge o que é direito dele; ter a sua sexualidade voltada para ele, e apenas para ele. A pornografia afeta a influencia daquele que a acessa. Temos um claro exemplo bíblico, o exemplo de Davi ( 2Sm 13 16-20; 1 Rs 11) que começou o seu pecado ao olhar para a  mulher desejada. Um homem que se envolve com pornografia fica moralmente incapaz de liderar a sua família. E por fim, a pornografia afeta o próprio usuário dela, pois atrai mais pecados (Tg 1.14-15), podendo levar a doenças e até mesmo  à morte (Pv 6.25-35; 5.21-23).

3 - Como aconselhar alguém que luta contra a pornografia.

O conselheiro deve levar o aconselhado a fazer um pacto de ficar o mais longe possível da tentação (Pv 5.8). Ele deve, literalmente, fugir daquilo que o tenta. É preciso também evitar racionalizar o pecado (que mal há, não estou prejudicando ninguém). Olhares lascivos também devem ser evitados (quando o olhar leva a pessoa a ter pensamentos sexuais). Mas o conselheiro deve ser firme e levar ao aconselhado a tomar atitudes drásticas  como cortar tudo o que o leva a pecar (TV a Cabo, internet, revistas e vídeos), é o que chamamos de princípio da amputação (Mt 18). Uma relação de prestação de contas também é fundamental para ajudar a pessoa a vencer a pornografia.
O conselheiro deve propor tarefas práticas que ajudem seu aconselhado a se aproximar de Deus (oração, leitura da Palavra, servir em um ministério na igreja).

4 - E quanto ao cônjuge? 

Pessoas que descobrem que seu cônjuge acessa pornografia tendem a perder a confiança, por isso a parte que está envolvida na pornografia deve ser honesta e prestar contas ao cônjuge também. O conselheiro deve, então, ajudar ao cônjuge traído a entender que o problema da lascívia não é devido à sua inadequação sexual. E a parte traída deve encontrar esperança em Deus (Jr 17.5-8). O marido precisa mostrar um arrependimento sincero e a esposa deve perdoá-lo. Mas nunca podemos nos esquecer que Deus oferece esperança e perdão (1 Co 6.9-11; Sl 51, 32).

PALESTRA III - ANTROPOLOGIA BÍBLICA

Palestra proferida por David Servey - Diretor de Missões da Faith Baptist Church em Lafayette, Indiana, USA. Serve também como diácono e conselheiro bíblico na mesma igreja. O irmão David está trabalhando na sua tese de doutorado pela Escola de Divindade Evangélica sediada pela Igreja Batista de Chicago.

Para entendermos bem o homem precisamos de um entendimento bíblico da antropologia/ doutrina do homem. Um entendimento fundamental que é necessário ter é que Deus criou o homem com o propósito de ser o representante visível do Deus invisível na terra. Sendo assim, misturar antropologia bíblica com antropologia secular produz maus resultados e má compreensão de quem o homem é, por isso, bons conselheiros precisam de um conhecimento bíblico de quem o homem é e também do pecado. Além disto, é necessário também um entendimento bíblico do que constitui a vida humana normal, e assim rejeitar os métodos seculares de definir o comportamento humano normal. Quem é o homem?

1 - O homem é um ser criado (Gn 1-2).

1.1 - O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, portanto, ele é diferente dos animais (hoje é comum se referir aos seres humanos como animais). Como imagem e semelhança de Deus o homem tem domínio sobre toda a criação (Gn 1.26,28). Mas o homem também foi criado com um propósito que é ser representante visível do Deus invisível na terra  (Gn 1.26) e por isso deve glorificar a Deus em tudo o que fizer (1 Co 10.31).

1.2 - O homem foi criado um ser material, isso significa que o homem foi criado de uma forma que pode ser observado pelos sentidos, e que ele é sustentado pelo mundo material.  Portanto, a matéria não é má em si mesma pois tudo o que foi criado (incluindo a matéria) foi criado muito bom (Gn 1.31). Não podemos nos esquecer, também, que Cristo habitou em um corpo material (Cl 1.19; 2.9). Desde que o homem foi criado um ser material e desde que parte material do homem era boa, várias coisas são verdadeiras: 1) A morte separa o material e espiritual (único evento que pode provocar isso), 2) A morte é um estado não natural para o homem, 3) A ressurreição é o único evento que pode vencer a morte. Por isso, podemos chegar a algumas conclusões no referente ao corpo: 1) O corpo não pode ser punido, nem humilhado, 2) O corpo não justifica os nossos pecados, 3) O corpo não é a parte mais importante da vida, 3) Não seriamos mais santos se não tivéssemos corpo, 4) O nosso corpo também foi afetado pelo pecado, mas apesar disso, ele não justifica os nossos pecados. 5) Devemos exercer uma boa mordomia do corpo respeitando-o e controlando-o,e dessa forma glorificar a Deus por meio do nosso corpo.

1.3 - O homem foi criado espiritual, entender isso é essencial para a vida humana, pois isso nos distingue dos animais. Portanto, o homem é composto da união de duas partes, sendo que da parte imaterial o coração é o seu centro (que também é chamado nas escrituras de alma, espírito, mente, força, homem interior).

O entendimento disto traz grandes implicações para o aconselhamento, pois os conselheiros não podem se esquecer que no aconselhamento lidamos com o homem como um todo (parte material e imaterial).


2 - O homem é uma criatura caída.

Como criatura caída ele procura dar sentido a vida sem Deus, pois devido ao pecado, a imagem de Deus foi completamente desfigurada, por isso, é impossível para o homem caído conhecer ou agradar a Deus. Como criatura caía o homem busca colocar o foco em si mesmo, e não em Deus. Mas a queda gerou também efeitos nos relacionamentos, seus relacionamentos estão corrompidos e também defeituosos.

3 - O homem é uma criatura redimível.

Por isso, mesmos que ele não saiba o homem tem uma necessidade de conhecer a Deus, e perseguir os seus propósitos. Em Cristo tanto o homem interior (pensamentos, sentimento, desejos, crenças) quanto o homem exterior (comportamentos pecaminosos podem ser mudados, e então ele pode crescer no seu amor para com Deus e para com o próximo.




PALESTRA II - O PAPEL QUE O ENGANO DESEMPENHA AO ESTIMULAR A IDOLATRIA


Essa palestra também foi proferida pelo Pr. Brent Aucoin onde ele expôs baseado em Gênesis capítulos 1, 2 e 3 como se dá o processo de aceitação do engano no coração humano.O texto de Gênesis que relata a origem da queda nos mostra que ela se deu devido à crença que Adão e Eva tiveram na proposta enganosa de Satanás nos mostrando, assim, que a essência do engano consiste em acreditar em um outro caminho que não seja o de Deus. Quando a serpente afirma: "foi assim que Deus disse..." ela esta colocando a dúvida no coração de Eva e Adão e aí nós vemos a essência da dúvida que é propor que existe um outro caminho. A cobra duvidou que Deus era bom, que Deus não deu tudo o que Adão e Eva precisavam, ela os levou a acreditar que precisavam do fruto para serem mais felizes. A crença na proposta de engano levou o primeiro casal a ter desejos descontrolados e consequentemente à desobediência. O que, então, acontece é que eles sentem angústia, vergonha, ansiedade e medo. Contemporaneamente podemos dizer que esta desobediência tem levado muitas pessoas terem comportamentos de "síndrome de pânico (medo), vitimização, culpa, tristeza profunda (depressão). Quais são, então, as atitudes tomadas por eles? Eles tentam se esconder, se ocultar de Deus. Nos dias de hoje, nós nos tornamos mestres em cobrir a nossa vergonha. Como fazemos isso? tentamos justificar os nossos pecados. Qual é o resultado de se andar no caminho do engano? a morte.


O que vence o engano?

Primeiro, é preciso ficar claro que Deus é o único que pode lidar com a nossa vergonha e culpa, em Cristo Jesus, ele demonstra isso em Gn 3.21. A partir de então, começa o processo de andar com Deus, quando entendemos a verdade da Palavra e abandonamos o engano das mentiras de Satanás, então cremos nesta Palavra que promove em nós o desejo de agradar a Deus e não a nós mesmos, resultando em um comportamento de obediência que promove alegria e paz, e por isso, somos capazes de andar abertamente sem precisar nos esconder. Qual é o resultado de se andar no caminho de Deus? a vida.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PALESTRA I - ILUSTRANDO O CORAÇÃO



A palestra foi proferida pelo Pr. Brent Aucoin - pastor da equipe da Faith Baptist Church em Lafayette, Indiana, USA. Presidente e professor do Seminário da Faith Baptist Church. Superintendente do Colégio e o Instituto para a Comunidade. Engenheiro, formado pela Perdue University. Mestre em Divindade pelo Central Baptist Seminary. Mestre em Teologia pelo Trinity Evangelical Divinity School e doutorando pelo Baptist Bible Seminary.

O preletor fez uma exposição do Salmo 73, fazendo dele uma ilustração de como o coração pecaminoso reage às circunstâncias. Dos versículos 2 a 16 o salmista revela o que estava em seu coração ao ver a prosperidade dos perversos. E as conclusões que fez foram:
  
  1. Sobre a vida: Para o salmista a vida consiste de viver para as coisas vistas, ele tem uma visão temporal da vida e de uma prosperidade baseada na prosperidade temporal (bens, saúde, posição social).
  2. Qual o foco da vida do salmista até então? O foco do salmista está em si mesmo, em seus prazeres e querer e não na glória de Deus.
  3. Como ele interpreta a vida? O Salmista tem uma interpretação temporal da vida. Ele se esquece da eternidade.
  4. Quais são os resultados sentimentais e comportamentais? amargura, opressão, ira, desespero.
Mas a partir do versículo 17 tudo muda. O salmista afirma: "até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.˜ Como  podemos entender essa expressão santuário de Deus? Podemos entender como presença de Deus, a Palavra da verdade de Deus sobre o fim do perverso e de sua prosperidade financeira, e essa verdade está expressa na Bíblia. Ou seja, mesmo que as circunstâncias não mudem é possível ter uma reação diferente a elas quando a Palavra de Deus muda as nossas mentes. O salmista tem a sua visão de mundo substituída pela visão de mundo da Palavra. Que impacto essa mudança na visão de mundo gera  no salmista?

  1. Se antes Deus era mau, agora Deus é bom
  2. A vida não se resume a este mundo, mas no mundo vindouro.
  3. A vida consiste de viver  as coisas não vistas e eternas.
  4. Qual o resultado dessa mudança de visão nos sentimentos e comportamentos do salmista?  Alegria, paz, exaltação de Deus e proclamação de Suas verdades (ele se torna um evangelista).
Conclusão

É possível que o nosso coração seja mudado pela Palavra mesmo que as circunstâncias não mudem. É possível que tenhamos mudanças sentimentais e comportamentais pela simples mudança mental provocada pelas Escrituras. O ímpio deixou de prosperar? Sabemos que não. Mas mesmo assim o salmista mudou a sua reação a esta circunstância, porque a Palavra o fez ver tudo isso de uma perspectiva diferente. Viva a suficiência das Escrituras!

Pr. Carlos